Desídia: o que é e como ela pode atrapalhar sua vida

Veja como a desídia pode atrapalhar a sua vida profissional e as melhores formas para evitá-la no seu dia a dia...

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Você já ouviu aquele velho ditado que “a preguiça mata”? Pois bem, pode até ser que ela não mate, porém, com toda certeza causa demissão. Esse caso, no direito, é conhecido como desídia, possuindo amparo legal também na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Assim sendo, você trabalhador que gosta de “empurrar o serviço com a barriga”, venha saber mais sobre o assunto. Certamente, ao final desse artigo você reconsiderará sua postura profissional. Ou, pelo menos, assim esperamos!

Entenda como é definida desídia no direito trabalhista

Todo dia você chega 10 minutinhos atrasado no trabalho, é sempre culpa do trânsito ou do ônibus que passou tarde. Às vezes, falta sem dar satisfação ou, pior, dá as famosas “desculpas esfarrapadas”. Produz pouco, gasta a maior parte do tempo mexendo no celular ao invés de fazer o que seu chefe pediu. Tem sempre alguma coisa que o impede de fazer o seu serviço bem feito.

Isso soa familiar?

Pois saiba que todos esses exemplos acima são enquadrados como desídia no trabalho. E, consequentemente, podem culminar na chamada demissão por justa causa para quem trabalha no mercado formal.

Logo, apesar de no português claro desídia ser sinônimo de preguiça ou descaso, no direito, sua significação vai além. Assim, é entendida como a falta de diligência do funcionário diante as ordens e serviços sob sua responsabilidade. Pode ser caracterizada por desleixo, inaptidão ou, ainda, por inconsequência.

Dessa forma, caso o empregador entenda que seu funcionário não esteja cumprindo o previamente acordado em contrato e, ainda, que suas falhas estejam prejudicando o bom andamento e produtividade da empesa, poderá tomar providências legais.

“Mas são apenas 10 minutinhos”. Sim, todos estamos sujeitos a imprevistos e isso é completamente normal e aceitável. E é por isso que uma única falta leve não é considerada como desídia.

Uma ou poucas faltas podem ser sanadas com uma advertência por parte do empregador. Todavia, a recorrência de situações que demonstrem descaso ou descumprimento de ordens não será assim tratada.

O que é desídia
A desídia pode motivar uma demissão por justa causa, se for recorrente

O que você perde na demissão motivada por desídia

Provavelmente, você sabe que para aqueles que trabalham no mercado formal, ou seja, de carteira assinada, a demissão pode ocorrer de duas formas: com ou sem motivação.

Nos casos de demissão sem justa causa, o trabalhador tem garantido seus direitos de seguro desemprego e saque do FGTS. Afinal, sua dispensa foi uma adversidade e que pode comprometer a manutenção própria e/ou de seus dependentes.

Porém, nos casos de demissão por justa causa, é entendido que o funcionário provocou a sua própria dispensa. E, nesse caso, o governo se abstrai de conceder qualquer benefício.

Assim sendo, conforme afirma e ampara o artigo 482 da CLT, a desídia no desempenho de função constitui justa causa para rescisão contratual entre empregador e empregado.

Tal situação é, obviamente, comprometedora, já que afeta diretamente a vida pessoal desse indivíduo. A solução? Criar coragem e ir à luta em busca de um novo emprego. E, é claro, mudar de postura.

Mas, nada é tão simples assim. Afinal, o país vive uma crise econômica há alguns anos, o que dificulta a recolocação desse profissional no mercado.

Também, há de convir, que empresa contrataria alguém demitido de seu último emprego por desídia?

Afinal, o motivo da última rescisão pode até não aparecer na sua carteira de trabalho, mas com certeza o novo empregador buscará referências com o último contratante.

Logo, é melhor não arriscar seu emprego, pois não está fácil para ninguém!

O que fazer em caso de uma demissão injusta

No entanto, é claro que há empregadores rigorosos e que acabam por se exceder. Há casos na justiça de demissão por desídia quando o empregado, na realidade, precisou faltar por motivo de força maior.

Se essa é sua situação, saiba que dá para reverter! Mas, primeiramente, esteja certo de que sua demissão foi injusta.

Situações em que haja comprovação e embasamento, como, por exemplo, acompanhar dependente no médico, podem ser sim relevadas. Mas, para tal, não podem haver mais indicadores, como atrasos, faltas injustificadas ou descaso com o serviço.

Para recorrer, você deve procurar por um advogado trabalhista e dar entrada em um processo. Não é certo que você terá causa ganha ou o seu emprego reestabelecido, porém, uma vez que a justiça entenda que a demissão foi sem justa causa, será concedido os benefícios pertinentes.

No entanto, o processo pode ser demorado e custar caro. Por isso, é melhor se consultar com um especialista na área antes de dar esse passo. Então, se você prevê que necessitará de alguma concessão extra no seu emprego, sente e converse com seu empregador. Nada melhor do que uma conversa clara e sincera para evitar problemas futuros.

O que é desídia CLT
As distrações no horário de trabalho, como mexer no celular, podem configurar a desídia

Conclusão

Finalmente, esperamos que esse não seja o seu caso. E, muito menos que sua postura profissional esteja deixando a desejar. Caso contrário, é melhor reconsiderar seus feitos.

Afinal, nos dias de hoje não dá para desperdiçar um trabalho formal e, muito menos, manchando seu currículo com uma demissão por desídia, certo? Repense e aproveite sua oportunidade. Boa sorte!

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